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Educação e Ensino
18-10-2026
Fonte: CIPRA
FORMAÇÃO ACADÉMICA
Número de instituições de ensino superior quase duplicam em dez anos
<p>Angola passou de 64 Instituições de Ensino Superior, em 2016, para 106, em 2026, e assegura actualmente a formação de cerca de 352 mil estudantes, apoiados por 11.947 docentes.</p><p>Os dados foram avançados quinta-feira, 15 de Outubro, pelo Presidente da República, João Lourenço, durante o discurso sobre o Estado da Nação, na Assembleia Nacional, onde destacou a expansão da rede universitária, o crescimento do número de estudantes e o reforço da investigação científica.</p><p>Segundo o Chefe de Estado, a expansão do subsistema de Ensino Superior integra a agenda do Executivo desde 2017, e está orientada para a melhoria da qualidade do ensino, fortalecimento da investigação científica, modernização das instituições e promoção da inovação como instrumento estratégico para o desenvolvimento nacional.</p><p>Actualmente, assinalou, a rede nacional é constituída por 31 instituições públicas e 75 privadas, distribuídas por 18 das 21 províncias do país, com uma oferta de 1.300 cursos e um corpo docente de 11.947 professores.</p><p>O Presidente da República também fez saber que o crescimento de 320.432 estudantes, em 2022, para 352.873, em 2026, representa um aumento de 32.441 estudantes, correspondente a uma taxa de crescimento de 10,1% em quatro anos.</p><p>Para o alcance destes resultados, disse que o Executivo apostou na reorganização da rede de instituições públicas, na criação de novas universidades, na diversificação da oferta formativa nos cursos de graduação e pós-graduação, na actualização do quadro legal do sector e na implementação do Sistema Nacional de Garantia da Qualidade.</p><p>Neste contexto, que foram criadas, em Outubro de 2020, às universidades de Luanda, Rainha Njinga Mbande e a Universidade do Namibe, além de terem sido implementadas outras medidas de reorganização institucional.</p><p>No capítulo das infra-estruturas, o Executivo concluiu e apetrechou as instalações dos institutos superiores politécnicos do Cuanza-Sul, da Catumbela e do Bengo, bem como o Instituto Politécnico da Universidade Lueji A’Nkonde, em Saurimo, os edifícios da Reitoria e das faculdades de Direito e de economia da mesma universidade, no Dundo.</p><p>Em curso, estão projectos de construção e apetrechamento de infra-estruturas da Universidade Rainha Njinga Mbande, em Malanje, da Universidade 11 de Novembro, em Cabinda, da Universidade Katyavala Bwila e do ISCED de Benguela, na Baía Farta, além do Centro de Excelência para a Segurança Alimentar, Agricultura e Gestão dos Solos, no Huambo.</p><p>No domínio da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Chefe de Estado assinalou a conclusão e o apetrechamento do Centro de Ciência de Luanda, que abriu portas em Janeiro de 2024, bem como a inauguração recente do Parque de Ciência e Tecnologia de Luanda, infra-estruturas destinadas a impulsionar a investigação científica, a inovação e a transferência de tecnologia.</p><p>Segundo João Lourenço, a diversificação da oferta formativa permitiu a criação de 28 instituições privadas de Ensino Superior, mais de 295 cursos de graduação, 11 cursos de bacharelato em ensino para áreas tecnológicas do ensino secundário técnico-profissional, 25 cursos de mestrado e um curso de especialização.</p><p>No âmbito do Programa de Melhoria da Qualidade do Ensino Superior e Desenvolvimento da Investigação Científica e Tecnológica, foram criados 167 cursos de graduação, 18 de especialização, 23 de mestrado e 10 de doutoramento.</p><p>As áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática mereceram igualmente atenção, com a criação de 32 cursos de graduação, sete de especialização, seis de mestrado e quatro de doutoramento.</p><p>Relativamente à valorização dos recursos humanos, o Presidente da República destacou a realização, em 2019, de um concurso público de ingresso para o preenchimento de 1.223 vagas, incluindo 779 para docentes, 424 para o regime geral e 20 para investigadores.</p><p>No quadro da implementação do Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior, foram promovidos 921 docentes, num universo de 1.103 candidaturas.</p><p>João Lourenço disse a política de bolsas de estudo tem privilegiado o aumento das bolsas internas de graduação e a atribuição criteriosa de bolsas externas, sobretudo para a formação pós-graduada, alinhadas com as prioridades estratégicas de desenvolvimento nacional.</p><p>Apesar dos resultados, reconheceu que o principal desafio do sector consiste em transformar a expansão alcançada em qualidade, conhecimento, inovação, empregabilidade e impacto, para maior eficiência e retorno dos investimentos públicos.</p><p>Neste período de 2026/2027, o Executivo prevê concluir os projectos em execução, consolidar os investimentos iniciados e avançar com novas infra-estruturas estratégicas, com vista ao reforço da qualidade e da cobertura territorial do Ensino Superior.</p>