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Governo
29-09-2026
Fonte: CIPRA
PLATAFORMA LOGÍSTICA
Cadeia de Frio da Caála vai ser inaugurada na próxima semana
<p>A primeira fase da Cadeia de Frio da Plataforma Logística da Caala vai ser inaugurada na próxima semana, no âmbito da estratégia de Angola para modernizar o transporte e a circulação de mercadorias.</p><p>A inauguração da infra-estrutura foi destacada pelo ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, durante a abertura da segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit, como resultado da conjugação entre investimento público e privado, cooperação internacional e participação de empreendedores locais.</p><p>Segundo o ministro, projectos desta natureza devem ser acompanhados por uma transformação dos mecanismos de cooperação entre os diferentes países e operadores envolvidos no comércio regional.</p><p>Ricardo de Abreu referiu-se também ao Posto Fronteiriço do Luvo, dinamizado pela Administração Geral Tributária, como uma experiência que poderá servir de modelo para outras zonas do território nacional.</p><p>“O nosso desafio consiste, por isso, em traduzir os mecanismos de cooperação em melhorias verificáveis: reduzir os tempos de trânsito, simplificar os procedimentos, melhorar a articulação entre os operadores e criar condições para aumentar a circulação de mercadorias”, sublinhou.</p><p>O governante defendeu ainda que a integração regional não pode depender apenas da construção de infra-estruturas ou da assinatura de acordos internacionais.</p><p>No seu ponto de vista, modernizar os procedimentos, melhorar a eficiência dos serviços e criar condições para que as empresas possam operar em mercados mais abertos e integrados são factores determinantes para aproximar as economias da região.</p><p>“O desenvolvimento das infra-estruturas físicas deve, por isso, ser acompanhado pela simplificação dos procedimentos administrativos, pela harmonização regulamentar, pela modernização tecnológica e pelo desenvolvimento das cadeias de produção”, afirmou.</p><p>Segundo Ricardo de Abreu, Angola possui uma estratégia para os transportes e para a logística assente na construção de um sistema integrado, capaz de servir a economia nacional, reforçar as ligações aos países vizinhos e proporcionar condições competitivas de acesso aos mercados internacionais.</p><p>Porém, o ministro explicou que a competitividade do sector não se mede apenas pela extensão das linhas ferroviárias, pela capacidade instalada nos portos ou pela modernização dos aeroportos, mas pela eficiência das operações, dos custos logísticos, tempos de transporte e da capacidade de resposta às necessidades das empresas e das populações.</p><p>“O Corredor do Lobito ocupa uma posição central nesta estratégia. A articulação entre o Caminho-de-Ferro de Benguela, o Porto do Lobito e as ligações aos países vizinhos constitui uma oportunidade para desenvolver uma plataforma logística regional que sirva diferentes actividades económicas”, salientou.</p><p>Para o governante, a conectividade deve criar ao mesmo tempo oportunidades para a agricultura, indústria, comércio, bem como para a área de serviços e comunidades localizadas ao longo da sua zona de influência.</p><p>“O desenvolvimento do Corredor do Lobito não pode ficar limitado à movimentação de matérias-primas entre o interior do continente e os mercados internacionais”, disse Ricardo de Abreu</p>