Portal Oficial do Governo de Angola
Menu mobile
Presidência
Presidente
Vice-Presidente
Ministros de Estado
Gabinete do Presidente
Inspecção Geral da Administração do Estado
Governo
Ministros
Conselho de Ministro
Governadores Provinciais
Programas de Acção Governativa
Angola
Dados sobre o país
Coordenadas geográficas
Símbolos nacionais
Províncias
Mapa
Clima
Flora
Fauna
Rios
Recursos minerais
Símbolos dos minerais
Mapas de localização
Turismo
Notícias
Discursos
Documentos
Constituição
Legislação
Publicações
Formulários
Decreto
presidenciais
OGE
Despachos
Comunicados
Todos
PT
EN
FR
ES
Notícias
Visualização
Governo
13-04-2026
Fonte: CIPRA
PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS
Angola acolhe Congresso Mundial da Água em Setembro
<p>Angola vai acolher, em Setembro deste ano, o Congresso Mundial da Água, um evento que visa destacar os esforços do país na utilização sustentável e preservação dos recursos hídricos, no quadro da declaração da União Africana que institui 2026 como o Ano da Água.</p><p>A informação foi avançada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, esta segunda-feira, em Luanda, no final da primeira sessão ordinária do Conselho Nacional de Águas, orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.</p><p>Durante a reunião, o Conselho foi informado sobre o mapeamento de um dos maiores aquíferos do país, localizado na fronteira com a Namíbia.</p><p>O mapeamento, realizado pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, enquadra-se na Proposta de Protecção de Áreas de Recarga e Vulnerabilidade de Aquíferos em Angola.</p><p>Segundo João Baptista Borges, o aquífero mapeado é uma vasta reserva de água subterrânea, alimentada pelo rio Cubango, que poderá beneficiar directamente as populações das províncias do Cuando, Cubango, Huíla e Cunene, além de áreas fronteiriças com a Namíbia.</p><p>“Já existem trabalhos de perfuração em ambos os lados da fronteira para permitir o aproveitamento deste importante recurso hídrico”, afirmou e reforçou que a valorização das águas subterrâneas é essencial para garantir o bem-estar das gerações actuais e futuras.</p><p>Na sessão, foi igualmente feito um ponto de situação sobre a localidade de Caxarandanda, na vila da Muxima, onde decorre um projecto de acesso rodoviário considerado estratégico para melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento local.</p><p>No plano financeiro, o Conselho apreciou um orçamento estimado em cerca de 260 milhões de kwanzas para 2026, destinado ao apoio logístico de equipas técnicas e à monitorização de projectos em curso, incluindo perímetros irrigados, obras de combate à seca, o canal do Cafu e as barragens de Ndué e Calucuve.</p><p>Entre as prioridades está ainda a elaboração de uma estratégia nacional para a protecção das nascentes dos principais rios do país, como os rios Cunene, Cubango, Keve, Longa e Catumbela. A medida, justificou o ministro, surge como resposta à crescente pressão de actividades como o garimpo nas zonas de nascente.</p><p>O ministro realçou que a gestão da água exige uma abordagem multissetorial, envolvendo áreas como agricultura, indústria e energia, o que implica uma coordenação permanente entre diferentes departamentos governamentais.</p><p>PROJECTO BITA VAI ABASTECER MAIS DE 2,5 MILHÕES DE HABITANTES EM LUANDA</p><p>No domínio do abastecimento urbano, João Baptista Borges destacou o avanço do projecto Bita, que está a ser implementado na província de Luanda.</p><p>O sistema está dimensionado para abastecer mais de 2,5 milhões de habitantes, com uma capacidade de produção de 250 mil metros cúbicos de água por dia. Em paralelo, estão em execução redes de distribuição que deverão beneficiar mais de 160 mil famílias.</p><p>Segundo João Baptista Borges, o projecto representa uma transformação significativa no actual sistema de abastecimento, sobretudo nas zonas do Ramiro e bairro Mundial, onde já é visível a expansão das ligações domiciliares.</p><p>Outro empreendimento de grande dimensão é o sistema de Quilonga Grande, em Bom Jesus, cuja capacidade será ainda superior e que também se encontra em fase avançada de construção.</p><p>A estes juntam-se três estações compactas de tratamento de água, duas na Centralidade do Kilamba e uma no Zango, que irão reforçar o fornecimento de água.</p><p>O objectivo, explicou o ministro, é reduzir drasticamente o comércio informal de água, na maior parte dos casos sem qualidade certificada.</p><p>“Queremos tornar regular o abastecimento de água por 24 horas, para as pessoas que vivem hoje na parte urbana da cidade”, referiu.</p><p>Com uma população estimada em cerca de 13 milhões de habitantes, mais de 60 por cento concentrados em áreas periféricas, Luanda enfrenta ainda desafios significativos no acesso à água potável. Em zonas como o Zango, muitas famílias nunca tiveram ligação directa à rede pública.</p><p>O ministro reconheceu que a expansão das redes domiciliares será gradual, exigindo investimentos contínuos para abranger áreas como Cacuaco, Mulenvo e outras regiões periféricas, com o objectivo de garantir água para todos os lares.</p>