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Governo
23-11-2023
Fonte: CIPRA
CULTURA DE PAZ
Presidente João Lourenço apela à inclusão e respeito pelas diferenças
<p>O Chefe de Estado, João Lourenço apelou aos governos africanos a colocar em foco a questão da inclusão, para que cada cidadão se sinta valorizado em função dos seus conhecimentos, anseios e capacidades, e seja possível construir sociedades em que todas as vozes são escutadas e todas as sensibilidades respeitadas.</p><p>Na abertura da 3.ª edição da Bienal de Luanda, 22 de Novembro, João Lourenço declarou não haver espaço para visões redutoras sobre o lugar da mulher nas sociedades, porque “assumem um papel cada vez mais actuante e reconhecidamente eficaz na execução das suas responsabilidades profissionais, e daquelas em que, na sua condição de mães, podem transformar-se em verdadeiras arquitectas de um mundo de harmonia, de paz, de respeito, de tolerância, de compreensão e de amor”.</p><p>Para o Presidente João Lourenço, nomeado Campeão da Paz e da Reconciliação pela União Africana, promover uma cultura de paz implica a valorização do colectivo, o respeito pelas diferenças, a consagração da diversidade como fonte de riqueza e um factor impulsionador do reforço da justiça social, da equidade e da inclusão.</p><p>É dever dos governantes, no seu entender, acreditar sem hesitações na juventude, disponibilizar-lhes oportunidades reais de participação activa na construção das sociedades, para solidificar uma cultura de paz duradoura e resiliente, e criar espaços de diálogo em que devem ser escutados, acolhidas as suas ideias e contribuições para que sejam agentes de mudança.</p><p>“Acredito que se conseguirmos com algum esforço alcançar este desiderato, teremos certamente conseguido, também, preparar cidadãos aptos para aceitar o confronto de ideias, em lugar de partir para a confrontação na base de ideias divergentes”, reforçou.</p><p>Ao diálogo inter-geracional que se tornou na referência central da Bienal, João Lourenço atribui “uma importância fulcral”, por permitir estabelecer um intercâmbio de ideias entre mais velhos, com sabedoria e experiência, e jovens, com energia criativa, que pode ajudar a fazer a passagem do testemunho de uma geração para outra, de modo suave e tranquilo.</p><p>O Presidente João Lourenço justificou que Angola assumiu a responsabilidade de acolher a Bienal de Luanda, a cada dois anos, porque tem a clara noção da importância que assume a questão da paz e da convivência pacífica para os países africanos e outros, onde é fundamental fazer-se uma pedagogia permanente, principalmente junto dos jovens, para a defesa e preservação da paz, como condição primária para o desenvolvimento económico e social.</p><p>“Desde que se realizou a primeira edição, este Fórum tem-se constituído numa plataforma privilegiada de interacção e reflexão colectiva empenhada no reconhecimento, na difusão e na valorização dos conceitos, princípios e boas práticas tendentes à construção de um futuro mais pacífico para o nosso continente, berço de uma rica e complexa diversidade cultural, dentro da qual se entrelaçam povos com crenças, línguas e práticas diferentes”, assinalou.</p><p>Na visão de João Lourenço, o tema deste ano “Educação de paz e cidadania africana, como ferramentas para o desenvolvimento sustentável do continente”, coloca os governos africanos perante o desafio de forjar novos paradigmas e elevar o respeito pela diferença como pedra angular na edificação de sociedades cada vez mais imunes à violência.</p>