Governo
20 Fevereiro de 2021 | 22h02

Reabertura de unidade fabril marca relançamento da indústria têxtil no país

A fábrica “África têxtil” em Benguela, um projecto construído com tecnologia de ponta, vai alavancar o desenvolvimento do sector e potenciar o ressurgimento de actividades associadas à produção do algodão e à exportação do seu produto acabado, segundo o ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes.

Com entrada em funcionamento da unidade industrial, após 18 anos de paralisação, prevê-se a criação de 2.020 postos de trabalho directos em três turnos. Mas nesta primeira fase, conta com 175 trabalhadores treinados e preparados para também formarem novas equipas de trabalho.

O ministro da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, disse que numa primeira fase a fábrica será assegurada com matéria-prima importada e depois substituída com a oferta nacional.

A reabilitação da África têxtil, orçada em mais 420 milhões de dólares, esteve a cargo de uma empresa japonesa, e a sua gestão entregue ao grupo zimbabwano Baobad Company, enquadra-se no processo de recuperação e reactivação de activos públicos  e na estratégia de relançamento da indústria têxtil no país.

A fábrica esta vocacionada para transformação de algodão em fio para produção de tecidos, lençóis, toalhas de banho e de mesa, e cobertores. Tem uma capacidade de produção de sete milhões e 350 mil toalhas de banho por ano e sete milhões e 680 mil lençóis em igual período.

De acordo com o representante do grupo gestor, o modelo de negócio da empresa inclui uma componente de cooperação e assistência técnica, para implementação de um programa com agricultores subcontratados de pequena escala, com vista a garantir o fornecimento de fibra de algodão e outros produtos agrícolas.

A unidade fabril necessitará de 1.300 toneladas métricas de fibra de algodão por mês, podendo criar oportunidade de negócio para mais de 1.500 agricultores de pequena escala detentores de terra.

Até que se possa colher efectivamente grandes quantidades de algodão no país, particularmente nas províncias de Malanje, Cuanza Sul e Cuanza Norte, o grupo gestor vai importar fibra de algodão a partir de fazendas no Zimbabwe.