30 Outubro de 2020 | 16h10

NENHUMA MORTE NAS ÚLTIMAS 24 HORAS

Mais 195 infecções e 43 recuperados

Mais 195 pessoas foram infectadas com o vírus Sars-Cov-2 e 43 pacientes ficaram recuperados da doença nas últimas 24 horas, sem registo de morte. 

Os 43 pacientes recuperados da COVID-19 estão na província de Luanda, com idades entre 22 e 57 anos, de acordo com o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, nesta quinta-feira, 29, no ponto informativo sobre a pandemia no país.

Relativamente aos 195 novos infectados, na faixa etária de um a 75 anos, 157 foram registados em Luanda, 24 em Benguela, 13 em Cabinda e um na província do Huambo. Neste grupo 110 são homens e 85 mulheres.

Os doentes diagnosticados na província de Luanda residem nas localidades de Belas, Ingombota, Cazenga, Maianga, Talatona, Rangel, Kilamba Kiaxi, Sambizanga, Viana e Cacuaco.

Angola contabiliza 10.269 casos confirmados, entre os quais 275 óbitos, 3.736 recuperados e 6.258 activos. Entre os activos, 17 estão críticos, 31 graves, 145 moderados, 416 com sintomas leves e 5.694 assintomáticos.

Nas últimas 24 horas, os laboratórios de testagem da COVID-19 processaram 1.887 amostras na base da biologia molecular, das quais 195 positivas e 1.692 negativas. O número acumulado de amostras processadas é de 152.801, das quais 10.269 positivas, o que representa uma taxa de positividade de 6.7 por cento. 

O secretário de Estado recordou que os laboratórios de biologia molecular em Luanda, localizados na Zona Económica Especial estão abertos todos os dias, incluindo feriados, para atender todos que queiram saber o seu estado serológico.

Os centros de tratamento da COVID-19  têm 609 doentes e 4.071 contactos directos e ocasionais dos casos positivos estão sob vigilância epidemiológica.

Os centros de quarentena institucional controlam 38 pessoas e 54 deixaram estes locais nas últimas 24 horas, sendo 50 no Cunene e quatro na Huila.

A equipa de saúde mental e de intervenção psico-social assistiu 336 pessoas, das quais 225 utentes e 111 profissionais de saúde, e 56 famílias de utentes. 

Através das linhas telefónicas 144 e 145, tiveram  apoio psicológico 81 pessoas. O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu 133 chamadas para pedidos de informação sobre a COVID-19. 

Nesta quarta-feira, 28, o país atingiu 10 mil casos positivos, projectado para o passado mês de Junho.

"Angola atrasou para mais de três meses esta projecção, fruto de todos nós. Um esforço que passou pelo sacrifício de todos, a vários níveis, para salvar vidas, manter a economia e salvaguardar os meios de subsistência da nossa população", disse o secretário de Estado.

Franco Mufinda reforçou que a valorização das medidas de prevenção em vigor desde o dia 1 de Fevereiro deste ano, passa pelo uso correcto da máscara, lavagem frequente das mãos com água e sabão, desinfestação com álcool em gel, não violação das cercas sanitárias, distanciamento físico, não discriminação das pessoas infectadas, evitar o ajuntamento populacional e por ficar em casa.

O secretário de Estado lamentou o facto de se registar desde o dia 9 de Outubro, um pequeno relaxamento por parte da população no cumprimento das medidas de prevenção, que fez elevar os casos em 42 por cento em três semanas. 

"Se alterarmos o nosso comportamento, teremos mais casos positivos, doentes críticos, graves e mais mortes. Apelo aqui ao resgaste das medidas para evitar a desgraça, a dor e o luto. Vamos ser responsáveis dos nossos actos. A COVID-19 é um problema de responsabilidade individual e colectiva”, concluiu Franco Mufinda.