28 Setembro de 2020 | 22h09

Angola produz mais energia​

A capacidade de produção energética no país teve um aumento de 1.562 megawatts nos últimos três anos. Em 2017, a capacidade de produção energética era de 4.068 megawatts e actualmente é de 5.630, sendo 3. 342 megawatts de produção hídrica, 2 223 de produção térmica e 35 megawatts de produção híbrida.​

Este incremento deveu-se essencialmente à entrada em operação da quinta turbina de Laúca, no final de Junho do ano passado, e das novas centrais térmicas de Saurimo, Luena e Cuíto, igualmente no final do passado ano.

Com o aumento da produção hídrica, verificou-se uma redução drástica no consumo de diesel para a produção de energia eléctrica, causando um queda no consumo de 1.364. 256 metros cúbicos em 2015 para 539.496 metros cúbicos no final de 2019, representando uma redução de 60 por cento. Esta redução resultou numa poupança estimada de 111.34 mil milhões de kwanzas aos cofres do Estado.

No ano assado, foi concluída a interligação entre os sistemas norte e centro, com a integração no sistema eléctrico nacional das províncias de Benguela, Bié e Huambo.

O sistema interligado conta actualmente com dez províncias, sendo o principal benefício o aumento do escoamento da capacidade de produção existente no Médio Cuanza e no Soyo.

Neste momento, está em fase de preparação a interligação entre as regiões centro e sul, que culminará com a integração na rede eléctrica nacional das províncias da Huíla e Namibe.

Em 2019, foram realizados investimentos para a ampliação das ligações domiciliares em várias cidades e vilas do país, como no Zaire, Luanda, Benguela, Cabinda e Huambo, que permitiu fazer crescer o número de beneficiários em mais de 337.955 famílias, com um total de 1.689. 775 pessoas.

Abastecimento de água

Além do aumento da capacidade de produção energética no país, houve também um aumento de 219. 934 metros cúbicos da capacidade de abastecimento de água, entre Setembro de 2017 e Agosto deste ano, com a construção de novos sistemas, que permitiu o alargamento do acesso à água potável nas cidades de Cuito, Dundo, Huambo, Lubango, Luena, Mbanza Congo e Luanda.

Na cidade de Ndalatando, província do Cuanza Norte, foi também construído um novo sistema de abastecimento de água, a partir do rio Lucala.

Neste momento, decorre o concurso para a concepção e construção de um novo sistema de abastecimento de água na província o Uíge e estão projectadas obras de expansão das redes de distribuição de água e ligações domiciliares nas cidades de Uíge, Malanje, Ndalatando, Dundo, Huambo, Lubango, Luena e Moçamedes, que ampliarão o acesso à água canalizada a mais de 515. 625 habitantes.

De Agosto de 2019 até à data, foram construídos 21 novos sistemas de água nos municípios de Calueque, Santa Clara, Cahama, Rivungo, Cuemba, Cunhinga, N´harea, Jamba, Bibala, Bula Atumba, Muxaluando, Lucapa, Lubalo, Cuilo, Chitato, Xa Muteba, Massango, Kiwaba N´Zogi, Mucari, Virei e Ucuma.

Na província de Luanda, a capital do país, há ainda um défice de abastecimento de água, embora tenham sido executados projectos de ampliação da capacidade de captação de água em Kifangondo, projectos de construção do novo canal de adução de água do Cassaque, bem como trabalhos de melhoria da eficiência de alguns centros de tratamento e distribuição de água, com objectivo de ampliar a capacidade disponível em 100.000 metros cúbicos por dia, correspondente a 10 por cento do total necessário até 2021.

Fruto de acções já concluídas, foi possível aumentar a produção diária de água de 157 milhões de metros cúbicos anuais para 185 milhões, correspondente a um aumento de 17 por cento, não obstante as perdas técnicas e o garimpo existente. Houve ainda um aumento 43.000 ligações domiciliares, tendo beneficiado cerca de 215 mil habitantes.

No âmbito do combate à seca, foi iniciada a construção do primeiro dos três projectos de combate aos efeitos da seca na província do Cunene, na localidade do Cafu, em Novembro de 2019.

Não obstante ao impacto da COVID-19 na execução de obras públicas, prevê-se, para os próximos dois anos, a conclusão da estação de captação de água no rio Cunene e de 158 quilómetros de aquedutos e 30 chimpacas, que atenderão mais de 470.000 habitantes residentes nas regiões de Cafu, Kuamato, Namacunde, N'Dombola. Servirá ainda para o abeberamento de aproximadamente 500.000 cabeças de gado.

Na província do Namibe foi lançado o concurso para a contratação de serviços para a reabilitação de 41 diques ou represas para o aprovisionamento de água, perspetivando a mitigação dos efeitos da seca ou estiagem prolongada nessa região.