Governo
20 Abril de 2021 | 19h04

ACÇÕES DE PACIFICAÇÃO INICIAM NA REPÚBLICA CENTRO-AFRICANA

A partir deste momento, estão reunidas as condições para se iniciar uma nova fase das acções de pacificação da República Centro-Africana.

A garantia foi dada pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, quando discursava no encerramento da segunda Mini-Cimeira da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), realizada esta terça-feira, 20 de Abril, em Luanda.

 

João Lourenço, também Presidente em exercício da CIRGL, disse que o Governo legítimo, liderado pelo Presidente Archange Toudéra, terá o papel crucial na condução de todos os actos que levem à concretização efectiva das disposições estipuladas no Acordo de Cartum.

 

Há agora a possibilidade de se definir um quadro para se pôr em acção os mecanismos de implementação dos entendimentos alcançados com a oposição armada, que aceitou abandonar a via da guerra para participar na materialização de um processo sério de desarmamento, desmobilização, reinserção e reintegração.

 

"Lançamos as bases para o restabelecimento de uma paz e estabilidade política e social, em benefício não só da República Centro- Africana, mas também da sub-região dos Grandes Lagos e da África Central, que se quer ver livre de conflitos armados que diluem o nosso tecido social, destroem as infra-estruturas e criam instabilidade política e económica no nosso continente”.

 

Para o Presidente da República, sem dúvida, foi dado um passo importante, mas não o derradeiro, pois muitos outros passos devem surgir. Por isso, esta é uma oportunidade que as partes não devem desperdiçar.

 

Na sua perspectiva, a liderança desse processo deve ser assumida pelo próprio país, com apoio dos outros países da região, para o sucesso desse desafio, que acredita estar cada vez mais próximo do seu feliz desfecho.

 

"É importante que doravante todos os actores, tendo à cabeça o Presidente Archange Touaderá, com o apoio da CIRGL, da CEEAC, da União Africana, trabalhem em sintonia no estabelecimento de um roteiro claro, que esteja enquadrado no espírito das Resoluções das Nações Unidas e garanta o diálogo e a concertação permanentes com os actores políticos e a sociedade civil, no intuito de se dinamizar o acordo de Cartum”, reforçou.

 

João Lourenço disse ainda estar convencido que o interesse e o engajamento com que os países da região se empenharam neste esforço de resolução do conflito na República Centro Africana não se vai alterar, para que se possa não só funcionar como garante da observância dos compromissos assumidos pelas partes, como também contribuir com os meios ao alcance de cada um, no sentido de se assegurar a sustentabilidade da paz.

 

Ao povo da República Centro-Africana, clarifica que a única motivação que está na base de todas as diligências efectuadas até aqui pela presidência em exercício da CIRGL e da CEEAC é a de contribuir para a resolução definitiva do conflito, salvaguardando sempre e sem quaisquer hesitações, a paz, a estabilidade, o progresso social e o desenvolvimento económico da República Centro- Africana. 

 

O Chefe de Estado angolano entende que devem ser feitas diligências junto dos países membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a favor do levantamento definitivo do embargo de armas, que impende ainda sobre a República Centro-Africana.

 

"Que as nossas decisões produzam efeitos práticos, que resultem na melhoria da situação actualmente vigente na República Centro-Africana, almejando uma nova era de paz, estabilidade e de prosperidade para os povos de toda sub-região”, finaliza o Presidente João Lourenço.