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País conta com assessoria no combate à imigração ilegal

O Governo angolano vai receber assessoria húngara na luta contra o terrorismo, imigração ilegal, tráfico de seres humanos e branqueamento de capitais, fruto do acordo de cooperação em matéria de ordem e segurança públicas, assinado esta ter... Ver mais


O acordo, rubricado pelo titular da pasta do Interior de Angola, Eugénio Laborinho, e pelo homólogo húngaro, Sandór Pintér, abrange ainda assistência no combate aos crimes cibernéticos e de alta tecnologia, falsificação e uso ilegal de documentos de identidade e de viagem, entre outras práticas criminais.



Com validade de cinco anos, tacitamente renováveis por igual período, o documento foi assinado no âmbito da visita que o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, efectua à Hungria desde sábado 22.



No encontro que antecedeu a assinatura do acordo, o representante angolano, acompanhado do embaixador na Hungria, José Filipe, disse que a visita surge na perspectiva de estreitar os laços de amizade e consolidar as relações institucionais entre os dois Estados.



“No âmbito da segurança e ordem pública, reconhecemos que a Hungria dispõe de múltiplas valências e convenientes potencialidades que se ajustam ao interesse do Ministério do Interior angolano”, referiu Eugénio Laborinho, citado num comunicado da instituição, acrescentando que, por essa razão, se faz necessária esta parceria, que considerou “profícua e mutuamente vantajosa”.



O ministro do Interior húngaro, Sandór Pintér, manifestou o interesse recíproco em continuar a estreitar relações com Angola, dada a experiência do país, que há dois anos foi considerado o 15º país mais seguro do mundo.



“Espero que, depois de tudo que puderam constatar na Hungria, tenham tido a convicção de que somos os parceiros ideais para essa cooperação estratégica no âmbito da segurança e ordem pública”, sublinhou o ministro húngaro.



Ainda no capítulo da segurança, a comitiva angolana esteve, último dia da visita, nas instalações da NISZ, uma empresa estatal que providencia serviços de telecomunicações e tecnologia de informação.



As duas delegações falaram, também, sobre a necessidade de estabelecer parcerias noutros sectores, especialmente na Educação, tendo Eugénio Laborinho agradecido, em nome do Estado angolano, pelo programa de bolsas de estudo Stipendium Hungaricum, que beneficiou 78 estudantes angolanos, entre 2014 e 2019.



O ministro húngaro aceitou o convite do homólogo angolano para visitar o país, devendo as datas serem acertadas por via diplomática.



Segurança electrónica



Na segunda-feira, 24, o ministro do Interior analisou as propostas de três empresas húngaras do ramo de vigilância e segurança electrónica, bem como tecnologias utilizadas nas áreas de Segurança Pública, que poderiam ser instaladas em Angola, com o intuito de auxiliar as autoridades policiais na garantia da ordem e tranquilidade públicas.



Durante o encontro, que contou com a presença do embaixador José Filipe, e da equipa técnica do Ministério do Interior, estiveram em discussão as ofertas da Pro Patria Electronics, Professional Perimeter Control e DEFEX Hungary Limited, companhias especializadas em tecnologia de segurança electrónica, industrial e fronteiriça, sistemas de radares, videovigilância, segurança privada, formação nas áreas de Reacção Armada e Resgate de Reféns, entre outros domínios.



Falando sobre o controlo das fronteiras nacionais, Eugénio Laborinho reiterou a necessidade de haver soluções “mais específicas” para Angola, tendo em conta as características geográficas particulares. “Uma boa solução seria [as empresas] irem ao nosso país, para fazerem um estudo concreto e, por via disso, apresentarem as propostas finais”, sugeriu o dirigente angolano, realçando que as referidas companhias, caso sejam contratadas, devem, igualmente, abraçar o compromisso de recrutar e capacitar mão-de-obra local.



“Este foi apenas o primeiro contacto. Vamos levar as propostas, estudá-las ao mais alto nível e, pelos canais diplomáticos, apresentaremos a nossa resposta”, concluiu.



Dando sequência ao programa, a delegação angolana efectuou uma visita guiada ao Parlamento, onde se reúne a Assembleia Nacional da Hungria, que foi inaugurado no início do século XX e é um dos destinos turísticos mais populares da capital húngara.



Jornal de Angola