Portal Oficial do Governo da República de Angola
Economia

BNA reduz custos com nova série do Kwanza

O governador do Banco Nacional Angola (BNA), José de Lima Massano, anunciou nesta quarta-feira, 8, em Luanda, que aquela instituição vai reduzir para a metade os valores utilizados para a manutenção da moeda nacional, com a emissão da nova ... Ver mais

Em declarações à imprensa no final da discussão da Lei que autoriza o BNA a pôr em circulação uma nova família do kwanza, José Massano esclareceu que de dois em dois anos gasta-se 30 milhões de dólares para manter o kwanza em circulação, enquanto que, com a nova série da moeda, terá o mesmo custo, mas a sua manutenção será feita em quatro anos.


 


O governador do banco central afirmou ainda que o prazo de manutenção será mais longo, porque será feita mudança no substrato da nota, deixando de ser de papel de algodão e passar a utilizar o polímero, uma espécie de plástico.


 


José de Lima Massano justificou que, com o uso do polímero, em substituição do papel, a nova nota do Kwanza terá maior durabilidade em relação ao utilizado actualmente.


 


Ao debruçar-se dos custos para a emissão da nova família do Kwanza, referiu que BNA prevê gastar, este ano, 30 milhões de dólares, igual valor utilizado para o saneamento (substituição) das notas em circulação no país. Sem avançar a quantidade a ser emitida na primeira fase, num processo que vai decorrer pelo menos durante sete anos, o governador esclareceu que a sua entrada em circulação depende da aprovação pela Assembleia Nacional. Para a emissão da nova série do Kwanza, foram seleccionados três fabricantes estrangeiros, através de um concurso público.


 


O processo teve início em 2019 e, para a produção das notas, o Banco Nacional de Angola vai trabalhar com três empresas, nomeadamente a Crane Currency (dos Estados Unidos), a Griensuku (da Alemanha) e a Groznak (da Rússia).


 


Devido a factores operacionais, o governador do BNA disse ser vantajoso ter mais do que um fabricante. Para série de 2020, serão emitidas notas de 200; 500; 1.000; 2000; 5000 e 10.000 kwanzas.


 


O governador do Banco Nacional de Angola assegurou também que a emissão de cédulas de 10 mil kwanzas não será necessário por enquanto.


 


“Nós temos procurado, para grandes transacções utilizadas no sistema financeiro, as soluções de outros instrumentos como a carta de créditos, que obriga pagamentos no exterior do país e que ocorrem na nossa praça”, disse.


 


Em relação às moedas metálicas, o governador do Banco Nacional de Angola disse que estas não sofreram nenhuma alteração e irão manter-se por enquanto.


 


José Massano afirmou ainda que em relação às notas da nova família Kwanza serão introduzidas imagens como homenagem aos 45 anos da Independência Nacional e, em especial, ao Presidente Agostinho Neto.


 


Além dessas imagem, de acordo ainda com José Massano, foram igualmente introduzidas nas notas, que irão entrar em circulação ainda este ano, um conjunto de maravilhas existente no país.


 


Em relação à Bandeira Nacional, muito questionado pelos deputados da oposição durante os debates, José Massano garantiu que se vai trabalhar mais nessa questão, fazer mais simulações para ultrapassar essa questão.