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Economia

Angola e EUA assinam acordo

O Ministério das Finanças e o seu congénere norte-americano, o Departamento do Tesouro, assinaram esta terça-feira, 9, em Washington, um acordo de assistência técnica à Unidade de Informação Financeira (UIF) e outros órgãos que no país inte... Ver mais


A directora da UIF revelou que o acordo, subscrito pelo ministro das Finanças, Archer Mangueira, e o sub-secretário do Departamento do Tesouro, William Larry McDonald, preconiza a prevenção e repressão de crimes de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo (CBC/CFT).



Prevê, ainda, a abertura em Luanda de um Escritório de Assistência Técnica (OTA, sigla inglesa), com a missão de aperfeiçoar o regime preventivo e dos organismos envolvidos na aplicação da lei CBC/CFT, bem como a capacidade técnica da UIF, segundo Francisca de Brito.



O documento afirma que, nos termos do acordo, o OTA é aberto por períodos renováveis de um ano, tendo já o financiamento disponível para 2019.



A delegação angolana integra, além do ministro das Finanças, o da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, o governador do BNA e a directora da Unidade de Informação Financeira (UIF), José de Lima Massano e Francisca de Brito, respectivamente.



Quando esteve em Luanda, em meados de Março, o subsecretário de Estado norte-americano, John Sullivan, anunciou que os Estados Unidos vão conceder a Angola cerca de dois milhões de dólares em “assistência continuada” ao combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e para a remoção de minas.



Numa conferência de imprensa, o responsável condicionou a relação da banca correspondente norte-americana com os seus congéneres angolanos ao restabelecimento de um clima de confiança económica em que o combate à corrupção seja prioritário.



“O restabelecimento de bancos correspondentes pela banca dos Estados Unidos em Angola é uma questão muito importante para as nossas relações comerciais e de investimento. Os meus colegas do Governo e a nossa Embaixada aqui, no Departamento de Estado, em Washington, e muito especialmente no Departamento do Tesouro, têm mantido intensas discussões com o Governo de Angola e respectivos ministros para melhorar o clima de investimento em Angola, sobretudo para criar confiança junta da banca norte-americana para que possam restabelecer os bancos correspondentes”, sublinhou John Sullivan naquela ocasião.



O Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou antes dessas declarações que está a implementar, com o apoio do FMI, um plano de adequação do sistema financeiro angolano às normas internacionais de prevenção de branqueamento de capitais e combate ao financiamento do terrorismo.



O incumprimento por Angola destas regras levou ao fim das relações com bancos correspondentes em 2016.



Jornal de Angola