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Técnicos de saúde indiciados por má assistência

Um total de 18 técnicos de saúde da rede pública está, desde Dezembro do ano passado, sob inquérito por negligência, má assistência aos doentes e conduta imprudentes, informou o inspector -geral da Saúde.


Miguel de Oliveira disse, em conferência de imprensa, que alguns vão ser responsabilizados criminalmente, por “incumprimento de boas práticas, quer na área de enfermagem quer na farmacêutica”.



Não obstante às denúncias dos utentes, a Inspecção Geral da Saúde (IGS) tem feito o acompanhamento e reportado as irregularidades das unidades sanitárias ao Ministério da Saúde, para a sua resolução.



Para Miguel de Oliveira, Luanda é, entre todas as províncias, uma das mais preocupantes, por apresentar maior número de farmácias que funcionam à margem da lei.



“Algumas farmácias estão localizadas em bairros de difícil acesso”, admitiu, afirmando que a venda ambulante de medicamentos e de bens alimentares colocam em risco a saúde da população.



O inspector-geral da Saúde acrescentou que, no âmbito do combate à venda de medicamentos nos mercados informais, sobretudo nos Kwanzas, foi realizada, durante a “Operação Resgate”, a recolha de várias toneladas de medicamentos e a detenção de alguns vendedores.



Miguel de Oliveira disse que para acabar com a venda na rua é preciso aplicar um conjunto de medidas, designadamente rever alguns aspectos de carácter legal e continuar a sensibilizar a população, no sentido de evitar comprar medicamentos fora das farmácias.



“O medicamento até pode ser bom, mas por má conservação torna-se impróprio para o consumo”, explicou.



Miguel de Oliveira apontou o risco da aquisição de medicamentos para a disfunção eréctil nas ruas, uma prática de homens que têm receios de ir ao médico e à farmácia para tratar de algum problema do sistema reprodutor.



“As pessoas devem ir ao médico, para saber se o problema de saúde carece de consumo de algum medicamento e qual deve ser”, disse.



O inspector-geral da Saúde indicou ainda uma preocupação em relação às “manicures” e “pedicures” ambulantes, que, vezes sem conta, reutilizam a mesma lima e tesoura para diferentes utentes, causando a transmissão de doenças.  



Quanto ao licenciamento de farmácias, Miguel de Oliveira revelou que os responsáveis das Organizações Não-Governamentais (ONG) e empresas que se dedicavam ao licenciamento de farmácias vão responder em tribunal, por realizarem  uma actividade da inteira responsabilidade do Estado.



A “Operação Resgate” retoma esta semana, e para tal, a IGS, em parceria com a Inspecção do Comércio, Serviço de Investigação Criminal, Administração Geral Tributária e outros órgãos que intervêm no processo de fiscalização, volta a vistoriar as farmácias e estabelecimentos comerciais de venda de bens alimentares.



Para denunciar actividades médica e farmacêuticas ilegais ou má assistência nos hospitais, bem como estabelecimentos de venda e produção de bens alimentares sem condições, a população deve comunicar nas repartições municipais de Saúde ou endereçar um email para o correio electrónico igsangola@gmail.com.



Jornal de Angola