Portal Oficial do Governo da República de Angola
soc

Operação Resgate começa em todo país

A operação “Resgate”, que visa, entre outros objectivos, repor a autoridade do Estado, começa esta terça-feira, 6, em simultâneo, nas 18 províncias do país, mas sem excesso de agentes nas ruas, disse, segunda-feira, 5, em Luanda, o director... Ver mais


O comissário Orlando Bernardo informou à imprensa que estão criadas as condições para o arranque da operação, que vai envolver um número de efectivos e meios técnicos suficiente para o sucesso do trabalho, cujo desfecho não tem ainda uma data definida. 



Na terça-feira, 6, realiza-se, na sede do Ministério do Interior,  uma cerimónia que marca oficialmente o início da operação “Resgate”, da qual sobressai a sua componente pedagógica. 



A operação “Resgate” vai envolver efectivos da Polícia Nacional e dos serviços de Migração e Estrangeiros (SME) e de Investigação Criminal (SIC), confirmou o comissário Orlando Bernardo. 



A operação “Resgate” não visa pôr fim à venda ambulante, por ser uma fonte de sustento de muitas famílias em Angola, assegurou o comissário.



Os efectivos envolvidos na operação vão ajudar a organizar os vendedores ambulantes para estes exercerem as vendas de forma ordenada e em locais apropriados.



O porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional garantiu que, enquanto decorrer a operação, não vai haver excesso de polícias nas ruas nem perseguição a nenhum cidadão.



O comissário pediu à população que denuncie, junto da área de Inspecção das esquadras ou nos comandos provinciais da Polícia Nacional, os agentes que excederem na actuação.



Um dos objectivos da  operação “Resgate”, de acordo com  o comissário, é impedir a continuação da venda de produtos em pedonais, a travessia em locais inapropriados e o comércio de acessórios de viaturas em lojas não autorizadas, espaços que estimulam o roubo e o furto de viaturas, para serem desmanchadas.



Orlando Bernardo avisou também que a comercialização de telemóveis e de cartões de recarga deve ser feita em lojas autorizadas e não na via pública, como tem ocorrido até hoje.



O garimpo de água, o roubo de cabos eléctricos e a vandalização de outros bens públicos estão também entre as preocupações do Ministério do Interior, que espera que  sejam estancadas estas más práticas na sequência da operação “Resgate”.



Jornal de Angola